Namoro
é mais, Sexo é menos
Tiago
Monteiro
O pensamento secular a
todo instante tenta inserir os moldes de um
namoro voltado ao prazer e ao hedonismo. O
sexo ilícito tem se tornado o produto mais
lucrativo nas prateleiras do mercado de satanás.
Em meio a tudo isso, o jovem cristão tenta
se manter puro e luta para que Deus conceda
a graça de manter-se virgem até a consumação
do casamento.
O que
é?
A psicóloga Elaine Cruz - que no dia 6 de
junho, na Assembléia de Deus de Bonsucesso,
estará lançando o livro Namoro é mais, Sexo
é menos - conta qual a real intenção do ato
de namorar e como se salvar das armadilhas
que aparecem no relacionamento de muitos.
"Na realidade, o objetivo do namoro é permitir
que duas pessoas se conheçam. É conhecer a
personalidade, os hábitos, as famílias, o
caráter, conhecer as visões de mundo, etc.",
explica. Elaine afirma que tudo isso é justamente
para perceber se é possível construir com
o outro uma vida em comum. Por isso, é contraditória
a idéia do ficar. Quem fica não quer conhecer.
Não está interessado na família, no caráter,
nas propostas de vida, nos projetos. "O que
interessa é o momento", orienta Elaine.
O que
pode?
Há quem admita que, no namoro, o melhor é
manter, exclusivamente, a conversa e a amizade.
Mas, para a psicóloga, ter contatos mais íntimos
como o beijo e o carinho também têm o seu
lugar. O que não torna válido o beijo em certas
regiões erógenas. "A Bíblia vai chamar de
libertinagem os toques que levem a uma excitação
e que façam com que o casal perca o controle",
diz. Ainda sobre o ponto fraco de muitos namorados,
o beijo também precisa ser controlado, pois
em alguns casos - em períodos quando a mente
foi bombardeada por informações sensuais -
o rapaz ou moça ficará mais exposta à excitação
na hora que for namorar.
"Então, se um beijo de um minuto para costuma
ser o normal, ele vai ter que dar um beijo
de 30 segundos", ressalta Elaine. Segundo
ela, para que a coisa não esquente muito,
é necessário respeitar os limites do outro,
sempre parando antes que aconteça o pior.
Falando em parar, não há como fazê-lo sem
dicas práticas, somente confiando na força
de vontade. Sabedora desta dificuldade, a
pscóloga lembra que é preciso mudar os hábitos
do relacionamento. Ao optar pela busca da
santidade do namoro, deve-se evitar "os cantos
escuros", passar a sair mais em grupo, namorar
próximo aos familiares, ou seja, evitar permanecer
a sós.
Deus no
namoro
Entretanto, estas dicas não
funcionam como uma receita de bolo, é preciso
buscar ajuda extra: a de Deus. "Não pode ter
vergonha de dizer: - Deus, a coisa está ficando
quente. Então, jogue uma ducha de água fria".
Certa de que a oração deve vir acompanhada
de atitude, a psicóloga lembra que o planejamento
das horas de namoro é importante e clamar
por Deus não adiantará se as coisas estiverem
facilitadas.
O livro
O livro Namoro é mais, Sexo é menos, lançado
pela MK Editora, pretende - segundo Elaine
- mostrar que namorar é mais do que ter um
espaço para brincar de sexo. "Quando digo
brincar de sexo não chego a me referir ao
ato em si, mas também ficar em torno do sexo",
pensa. Para ela, namoro é compromisso, é troca,
amizade. É carinho mais do que carícia. Ela
comenta que muitos jovens estão se relacionando
sexualmente e, mesmo assim, se sentem solitários
emocionalmente. Isto se explica porque estão
tirando do relacionamento o espaço de ser
amigo, de trocar e dividir suas visões de
mundo, de chorar no ombro do outro. "Isso
é muito mais importante do que o sexo, mesmo
dentro do casamento. O casal que continuar
namorando dentro do casamento, é o que dá
certo", confessa.
Namoro:
um passo para o casamento
Já dizia o antigo ditado: Quem quer namorar
já está pensando em casar. Ainda que pareça
ser radical, um namoro deve começar com a
possibilidade de um casamento. "Uma pessoa
que começa a namorar sem pretensões estabelecidas,
cria expectativas falsas no outro. Você não
vê esta possibilidade, mas, de repente, o
outro pode estar pensando nisso e aí você
magoa o próximo", completa.
Cedido
por:http://www.elnet.com.br.Visite
este site.
|