Nossos
Filhos
Ensinando
o caminho do amor as crianças
Pequeninos
Adriana Fonte-Psicóloga
/ Seminarista do IBADIG
"Instrui
o menino no caminho em que deve
andar, e, até quando envelhecer,
não se desviará dele."
(Pv 22:6)
O maior problema
de nossos dias não
é o das crianças
delinqüentes, mas dos
pais que parecem ter fugido
de suas responsabilidades,
das mães desnorteadas,
com dupla ou tripla função
e jornada de trabalho, que
consequentemente tem falhado
em transmitir as verdades
de Deus de uma geração
a outra.
Platão
já dizia que "A
vida da nação
é a vida da família
escrita de forma ampliada".
Com tanta violência
hoje em dia, as crianças
precisam ser ensinadas o caminho
do amor, mas ele começa
em casa, com o seu exemplo.
As mães
são os primeiros referenciais
dos filhos em tudo na vida.
Ao nascer,
não sabem sequer a
limitação de
seus pequeninos corpos e de
suas mães, que com
o tempo, ao amamentarem, ao
afagarem seus filhos vão
mostrando até onde
vão seus corpinhos
e onde começa o dela,
através do toque carinhoso
de suas mãos.
Depois que
entra o pai, ensinando a conviver
com as outras pessoas e rompendo
um pouquinho essa relação
simbiótica, ou seja,
demonstrando que existem mais
pessoas no mundo, extremamente
necessária para o desenvolvimento
social da criança e
não menos importante.
O que vem dos
pais vai diretamente de encontro
ao coração dos
filhos, eles são importantes,
por isso é preciso
ouvi-los, estar próximo
e presente.
Às vezes,
no corre-corre do dia, deixamos
coisas para trás, contudo
um silêncio pode causar
muito incomodo.
Lendo um livro,
me deparei com o relato de
uma adolescente, que me partiu
o coração. Ela
falou que um dia tentou falar
com seus pais e eles disseram
que iam trabalhar e mais tarde
falariam, contudo nunca voltaram
a falar com ela.
Então
ela conta que, quatro anos
mais tarde, cansou de esperar
e agora não se preocupava
mais em falar com eles, contando
o que a incomodava.
Essa pode ser
a porta de entrada para muita
coisa negativa na vida dos
filhos, sem diálogo,
eles se sentem desprotegidos,
sem apoio e podem começar
até a fazer coisas
negativas para chamar atenção.
Tratados de
paz e comunicação
aberta são muito necessários,
especialmente quando adolescentes.
Em geral, somos os mais distantes
e estamos mais chamando atenção
do que conversando, explicando
e dialogando.
Minha mãe
foi assim comigo, o que criou
no início um certo
afastamento, mas meu pai foi
excepcional, por isso a importância
dos dois.
Tive um pai
maravilhoso, que me ensinou
a conversar, a respeitar as
opiniões alheias.
Lembro também
das nossas brigas na minha
adolescência, quanto
ao seu excesso de proteção,
quando não me deixava
ir a algum lugar, confesso
que ficava chateada, mas ele
sempre me chamava para o diálogo
e a coisa mais linda era que
ele cedia quando estava errado
e reconhecia o seu exagero
ou fazia eu reconhecer o meu
o que não era
fácil, mas com toda
a sua paciência insistia
até que tudo fosse
resolvido na conversa.
Com isso, ele
criou uma filha que procura
resolver tudo no diálogo,
capaz de formar opiniões
próprias, que defende
suas idéias e tenta
compreender o ponto de vista
dos demais.
Além
disso, ele foi por muitos
anos e até hoje o meu
melhor amigo, foi para ele
que contei todas as coisas
importantes de minha vida,
primeiro namorado, gravidez,
escolhas profissionais e ele
sempre me apoiou e aconselhou.
Muitas vezes
eu teimava, algumas ele errava,
mas como nos acostumamos a
viver este tipo de relacionamento
nos ajudávamos mutuamente,
com muito amor e compreensão.
Onde eu quero
chegar com isso numa coluna
para mulheres?
É que
esta foi a fórmula
que ele me deu para ser uma
boa mãe, hoje agradeço
muito por esta criação
e copio o seu modelo que tem
dado muito certo.
Todo filho
precisa ouvir que é
importante para a mãe,
que pode contar com ela para
todas as coisas, ter um diálogo
aberto, sabendo que ela é
a mesma que vai abrigá-la
em seus braços como
fez um dia.
As crianças
pequenas, comunicam seus desejos
de um modo muito particular,
através do choro. Mas
elas não querem apenas
uma resposta verbal dos pais,
Elas querem que eles demonstrem
amor e aceitação.
E estão
absolutamente atentas a nossos
gestos, muito mais do que
as palavras.
São
esponjinhas que absorvem tudo
que está no meio ambiente,
principalmente modelos de
comportamento, que percebem
em nós no dia-a-dia,
por isso que precisamos vigiar.
Às vezes,
em reunião de pais,
morro de rir vendo crianças
imitarem direitinho, sem perceber,
o comportamento de suas mães,
dá para ver bem a personalidade
delas estampada na criança,
principalmente as que tem
o privilégio de ficarem
mais tempo com seus filhos.
Mas quando
chega na adolescência,
querem mais do que ficar próximas,
exigem o toma-lá-dá-cá,
querem relacionar-se e são
absolutamente sensíveis.
Muitas vezes
sinais de rebeldia, são
originados por fala de diálogo
nas fases anteriores.
É muito
importante que nas fases iniciais
esta relação
de diálogo e confiança
seja estabelecida, pois mais
tarde, os filhos querem começar
a sair do ninho e precisam
ouvir: confio em você,
estou satisfeito com as suas
ações; caso
contrário dirão:
deixe-me em paz.
Mas não
se preocupe, se você
não fez isso no início,
será mais difícil
agora, porém não
impossível, procure
ouvi-lo, mostrar-se presente,
compreensivo e companheiro.
Não
será fácil,
mas comece agora antes que
o perca para coisas piores
no mundo.
Algumas vezes
tentamos imprimir nos filhos
aquilo que somos ou nossos
sonhos, desejos e esquecemos
que eles são pessoas
independentes de nós,
que vivem época diferente,
com costumes diferentes e
precisam ser aceitos como
eles realmente são.
Obviamente,
dentro da moral e do bom costume,
respeitando-se as regras de
autoridade dos pais, mas com
muito amor.
Nós,
como pessoas e seres humanos
somos falhos, às vezes
cometemos erros, mas tem uma
coisa que Graças a
Deus permanece no coração
de seus filhos: o amor por
quem o gerou.
De repente,
o que este jovem ou adolescente
precisa, é ouvir: me
desculpe, eu errei, eu te
amo, para voltar a ser aquela
criança meiga que sempre
foi e se entregar em seus
braços.
É horrível
ser rejeitado, ou se sentir
assim, por quem te pôs
no mundo.
Volte um pouquinho
atrás e veja que mesmo
seus pais tendo cometido erros,
você os ama da mesma
forma de quando era criança.
Pense nos seus
pais, mesmo que eles tenham
te magoado o que seria se
eles retornassem, te pedissem
perdão, falassem que
erraram, que deveriam dedicar
mais tempo a você, mas
que te amam, apenas foram
fracos e falhos num momento
de suas vidas.
Será
que você não
se acabaria em lágrimas
e se jogaria em seus braços?
Duvido que não. Até
eu faria.
Como fiz, quando
a minha mãe percebeu
o nosso afastamento, aos 17
anos e começou a me
procurar mais para o diálogo,
não foi fácil
para nós duas restabelecer
esta relação,
precisou de muito esforço
mútuo, mas enfim conseguimos
e hoje ela que passou a ser
minha melhor amiga, já
que meu pai está mais
distante nada é
impossível.
Veja o meu
exemplo, pense em você,
coloque-se no lugar deles
como filho, o que te faz pensar
que seus filhos são
diferentes? É preciso
apenas boa vontade.
As crianças
precisam saber que seus pais
são seus amigos e os
adolescentes precisam continuar
a ter este vínculo.
Esta é
a melhor solução
para defendê-los das
drogas, dos vícios,
das más companhias,
das violência das ruas,
da prostituição
e promiscuidade.
Filhos precisam
ser amados, precisam de um
abraço, de ouvirem
que são importantes,
amados da mesma forma de quando
era crianças, que você
estará sempre de braços
abertos para recebê-los
e ouvi-los, pois você
confia nele, afinal são
nossas esperanças.
Por isso, se
você por ventura cometeu
algum erro no passado, dê
o exemplo, dê ao seu
filho um abraço no
dia das crianças, não
importa a idade que tenha,
um filho é uma eterna
criança quanto ao amor
dos pais.
Ensine-o a
andar nos caminhos do amor,
a perdoar, a pedir desculpas,
a ser paciente, compreensivo
isso tem que começar
de você.
Neste dia das
crianças, dê
a ele o maior presente, certamente
é o que ele mais deseja
receber de você: ouvir
e perceber que é amado
e que é muito importante.
Acolha-o em
seus braços como era
bebê, quando lhe passava
todo o carinho e o protegia
do mundo, por mais que a gente
cresça todos nós
daríamos tudo para
ter isso de volta, nunca se
esqueça é sempre
tempo de recomeçar.
E mais tarde,
a maior recompensa que você
terá será ouvir
de seus filhos, não
importando a idade que eles
tenham: - muito obrigada por
tudo, eu te amo e te compreendo.
Em Cristo,
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