O
pecado de murmuração
Pr.
Cláudio Campi
A
murmuração é um dos
piores tipos de pecados, pois é diária
e diretamente contra Deus
O principal pecado que o
cristão comete durante todo o ano
é o da murmuração.
Murmuração é ofensa
a Deus! Murmurar traz graves conseqüências.
quando os Israelitas murmuraram contra Deus,
Ele enviou serpentes ao deserto, os fez
voltar pelo caminho do deserto, rumo ao
mar Vermelho, andando em círculos
por quarenta anos, até que se consumisse
toda aquela geração. Estavam
salvos, porém não desfrutaram
da terra prometida. O crente que murmura,
está salvo, porém não
entra no reino de Deus enquanto ainda é
peregrino na terra, vive em retrocesso de
vida, sua casa não se firma, seus
planos fracassam.
Murmuração
é um ladrão da alegria. Murmuração
é como um buraco negro que suga toda
a luz da vida do crente, que rouba a sua
alegria, a gratidão. E a ingratidão
é uma sementeira fértil para
o desânimo, para o esfriamento espiritual,
para a apostasia. A murmuração
é um dos piores tipos de pecados,
pois é diária e é diretamente
contra Deus. Ela entristece o coração
de Deus. O crente que murmura é como
uma mulher rixosa dentro de casa, que entristece
aos seus entes próximos, que enfraquece
os relacionamentos (Pv 21:9). A murmuração
não é um pecado típico
de um vacilo momentâneo, de um momento
de fraqueza, de falta de vigilância.
Não! Ela é constante e produz
amargura.
Jesus, nosso parâmetro
de vida cristã, jamais permitiu que
de sua boca saísse uma só
palavra impura. “Ele foi oprimido
e humilhado, mas não abriu a boca”
(Is 53:7). A murmuração entristece
ao Espírito Santo, pois revela que
nosso coração não está
contente com o que Ele tem nos concedido,
que não cremos em Sua Palavra quando
diz que todas as bênçãos
espirituais estão em Cristo Jesus.
Se todas as coisas cooperam para o bem daqueles
que amam a Deus, porque murmurar quando
algo me acontece que não tenha sido
conseqüência de pecado? E se
for por conseqüência de pecado,
tenho razão em murmurar? Não!
Não há campo, em hipótese
alguma, para a murmuração
na vida do crente.
Se murmuro, é porque
estou olhando para o desejo ou circunstância
e não para Deus e Seus planos ou
princípios. Se murmuro é porque
não aceito Sua vontade sobre mim.
Jesus disse: “Se permanecerdes em
mim, e as minhas palavras permanecerem em
vós, pedireis o que quiserdes, e
vos será feito. Nisto é glorificado
meu Pai, em que deis muito fruto; e assim
vos tornareis meus discípulos. Como
o Pai me amou, também eu vos amei;
permanecei no meu amor. Se guardardes os
meus mandamentos, permanecereis no meu amor;
assim como também eu tenho guardado
os mandamentos de meu Pai e no seu amor
permaneço. Tenho-vos dito estas coisas
para que o meu gozo esteja em vós,
e o vosso gozo seja completo” (Jo
15:7-11). Jesus quer que tenhamos gozo completo
e jamais murmuração.
Jesus não pode deixar
de ser o centro de nossas vidas, em momento
algum. Temos sempre que ter em mente o conhecimento
de quem é Jesus: Deus todo Poderoso!
El Shadday! O Verbo eterno, sem o qual nada
se fez no mundo (Jo 1:1).
Se sofremos, é por
conseqüência de pecado ou com
um propósito de Deus. Se permanecemos
glorificando ao Senhor, mesmo no sofrimento,
somos fortalecidos e o Pai é glorificado.
É uma honra ser um eleito de Deus
para a glória do Pai! Permanecer
no Senhor é colocar os problemas
no altar de Deus, para que Ele próprio
resolva por nós. Quando fazemos isso,
temos paz e gozo completos!
“Deixo-vos a paz, a
minha paz vos dou; não vo-la dou
como a dá o mundo. Não se
turbe o vosso coração, nem
se atemorize” (Jo 14:27). Isto só
será possível quando Cristo
for o centro de nossas vidas!
O motivo principal que nos
leva a murmurar, ser impaciente, ingrato,
é sem dúvida a falta de permanência
com o Senhor! Quem não sabe separar
tempo para desfrutar da presença
de Deus, através da Sua Palavra,
da oração, da meditação,
do louvor, perde as oportunidades de ver
Jesus operar. Em Marcos 8:1,2 vemos uma
multidão sendo alimentada pelo Senhor
só porque estava em sua presença
durante três dias. Deus sabe e provê
tudo o que necessitamos, mas se não
nos “assentarmos” não
saberemos desfrutar do alimento que nossa
alma tanto procura e que o Senhor já
nos dispôs. Se comemos apressadamente,
“de pé”, não saborearemos
e tudo aquilo que recebemos de Deus perde
a graça rapidamente. O melhor de
Deus passa a ser motivo de murmuração
e não de gratidão: “Se
quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor
desta terra” (Is 1:19). Ao contrário,
Deus quer de nós que sosseguemos
e descansemos nEle: “Porque assim
diz o SENHOR Deus, o Santo de Israel: Em
vos converterdes e em sossegardes, está
a vossa salvação; na tranqüilidade
e na confiança, a vossa força,
mas não o quisestes” (Is 30:15)
.
Deus deu prova incontestável
de Seu amor por nós! Porque então
não tomamos posse deste amor, que
é real? João, o apóstolo
do amor, referia-se a si próprio
como “o discípulo amado, mas
Jesus amava a todos os discípulos
igualmente, assim como ama a todos nós
da mesma forma: intensamente! "Como
o Pai me amou, também eu vos amei;
permanecei no meu amor" (Jo 15:9).
João não era MAIS amado que
os outros. A diferença entre João
e os outros discípulos é que
ele tinha consciência de que era muito
amado por Jesus. E isso fazia grande diferença
no relacionamento dele com Jesus, a ponto
de ter confiança em reclinar sua
cabeça no peito de Jesus. Assim deve
ser conosco também: devemos ter plena
consciência de que somos muito amados
por Jesus e nos entregarmos em confiança
no relacionamento diário com Ele.
Se conseguirmos isso, nosso gozo será
completo e não haverá espaço
para nenhuma murmuração. "Como
o Pai me amou, também eu vos amei;
permanecei no meu amor. Se guardardes os
meus mandamentos, permanecereis no meu amor;
assim como também eu tenho guardado
os mandamentos de meu Pai e no seu amor
permaneço. Tenho-vos dito estas coisas
para que o meu gozo esteja em vós,
e o vosso gozo seja completo" (Jo 15:9-11).
Graças a Deus por Jesus Cristo, o
amado de nossas almas!
Agradecer a Deus por
Jesus Cristo deve ser nosso principal propósito
diário, durante todo o ano. Quando
agradecemos, não há espaço
para a ingratidão, a murmuração,
o abatimento: “Em tudo, dai graças,
porque esta é a vontade de Deus em
Cristo Jesus para convosco. Não apagueis
o Espírito” (1 ts 5:18,19)
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