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O
Evangelho de João
Tim
Lahaye
Um homem chamado Jesus
A
confiabilidade do evangelho de João
é atestada por manuscritos e artigos
(desde o final do primeiro século)
do que qualquer obra literária da antiguidade,
o que incomoda bastante os céticos.
É preciso lembrar que os manuscritos
antigos são raros, principalmente por
não serem escritos em papel como conhecemos
hoje, mas normalmente em papiro, um material
extremamente vulnerável ao tempo, umidade,
mofo e deterioração (o pergaminho
foi inventado por volta do quarto século).
No entanto, muitas peças em papiro
daquele período foram descobertas,
o que confere validade à Bíblia
(e especialmente o evangelho de João)
mais do que qualquer outro documento antigo.
Em 1885, no Egito central,
onde o ar é seco, muitas documentos
antigos foram encontrados, cobertos durante
séculos por areias protetoras. Nos
dez anos seguintes, descobertas arqueológicas
revelaram muitos fragmentos das Escrituras,
respondendo a muitas perguntas dos céticos.
Em 1920, um fragmento de papiro do evangelho
de João também foi encontrado,
medindo oito centímetros e nove milímetros
por seis centímetros e quatro milímetros,
contendo João 18.31-33 de um lado e
18.37-39 de outro.
Os estudiosos atribuíram-no
à primeira metade do segundo século.
É o mais antigo manuscrito da Bíblia
encontrado - uma evidência de que o
evangelho de João existia e estava
em circulação no Egito, nos
anos que se seguiram imediatamente à
morte de João.
Este importante fragmento está
sob uma redoma de vidro na Coleção
Chester Beatty, da Biblioteca Rylands, em
Manchester, Inglaterra, e é considerado
um dos mais importantes manuscritos da história
(embora já não seja o texto
bíblico mais antigo). Este documento
comprova a veracidade do evangelho de João
bem como confirma sua autoria.
Além desse célebre
fragmento do manuscrito de John Rylands, existe
outra evidência da antiguidade do evangelho
de João:
A veracidade do evangelho de
João é comprovada também
pelo Egerton Papiro 2, com data anterior ao
ano 150. Foi também usado por Tatian
em seu Diatessaron. ...João foi também
conhecido e usado em alguns círculos
heréticos gnósticos - por exemplo,
por Ptolomeu, um discípulo de Valentino,
pelo evangelho de Pedro (cerca de 150), e
(provavelmente) pelo autos do evangelho da
Verdade, de Valentino.
Uma, evidência adicional
da autenticidade deste importante evangelho
é o fato de ele ter sido aceito imediatamente
por todos os líderes da igreja primitiva.
Por exemplo, Inácio, em suas Sete Cartas,
escritas por volta de 110 d.C., faz citações
dos quatro evangelhos. Papias, que viveu em
70-155 d.C., foi discípulo de João
e citou seus escritos, juntamente com os outros
evangelhos, em seu livro Uma Explanação
dos Pronunciamentos do Senhor. Citações
semelhantes podem ser encontradas nos escritos
de Irineu (130-200 d.C.), um aluno de Policarpo
(tendo sido ele mesmo, por sua vez, um aluno
de João), bem como nos de Justino Mártir
e outros pais da igreja. Apesar de apenas
parte de seus escritos ter sido preservada,
aqueles que restaram confirmam a existência
e imediata aceitação, na época,
do evangelho de João (assim como de
outros livros do Novo Testamento).
A Bíblia é, com
certeza, o livro mais lido e amado no mundo,
e dos livros do Novo Testamento, o preferido
é o evangelho de João
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